Universidade
Federal do Acre
Centro
Ciências Biológicas e da Natureza
Curso:
Licenciatura Plena em Química
Disciplina:
Investigação Prática Pedagógica
Docente:
Murilena
Discentes:
Alexandre, Eloir, Kássio, Mahatma, Marcio e Selson.
Tema:
Revista Ciência e Ensino
Trabalho elaborado
e
entregue a profª
Murilena como parte
da avaliação n2.
Rio Banco/ Outubro
2012
Introdução
Abordando
temas que permeiam há anos o ensino de química, neste trabalho procuramos focar
no ensino CTSA, observando seus índices de objeto peculiar em educação, levando
em conta todas as dificuldades existentes atualmente no ensino desses novos
métodos. Procurando realmente saber, qual a função principal da CTSA no
cotidiano dos alunos, e tem-se tornando dificultoso com as interferências do
outro.
Por possuir base nas ciências químicas e
biológicas a Bioquímica representa uma área interdisciplinar, foram
investigados vários livros destinados há alunos do ensino médio e posteriormente
analisados a colocação da bioquímica. De uma boa introdução sobre o assunto da
divisão de módulos, uma série de medidas que juntas ajuda o leitor (alunos) a
ter um bom aproveitamento do assunto em questão. Fazer relações com o dia a
dia, dar exemplos que levem o educando a uma importante compreensão do assunto.
Categoria
I: Apresentação da Bioquímica e sistematização do conteúdo
- Boa colocação do tema;
- Novas formas de raciocínio, pois, trazem
algo novo e motivante para serem utilizadas nas aulas.
Categoria
II: Equívocos Conceituais
- O autor compara os livros colocando os seus
erros mais comuns mostrando divergências entre os livros que por sua vez causam
certa confusão para um bom desempenho dos aprendizes.
Categoria
III: Relações com o dia a dia
- Uma breve análise dos livros permitiu
enxergar que a abordagem da bioquímica e dos conceitos químicos, dificilmente
atinge esse nível de compreensão, é sempre importante uma abordagem do conteúdo
químico que permita aos estudantes entender melhor e mais verticalmente as
múltiplas relações e implicações sociais do conhecimento químico.
Prevalece a ideia do que relacionar a química
com o cotidiano é dar exemplos de aplicações dos conteúdos mediante imagens ou
textos.
Categoria
IV: Presença de experimentos
- Por ser uma ciência de caráter
experimental, a presença de experimentos, poderia ser explorada pelos livros
didáticos. Mas a realidade é bem diferente, verificou-se a presença de apenas
três experimentos em todos os livros analisados (11 livros).
Os
problemas que se percebiam são justificados pelos problemas conceituais que
foram verificados, alia-se a isso uma relação social superficial e a falta de
propostas experimentais que auxiliam a apropriação crítica desse assunto.
Posteriormente privilegia-se o acúmulo de informações sem criticidade.
A tecnologia hoje em dia se torna cada vez
mais útil à sociedade e se por um lado ela se encontra para os mais variados
fins, por outro, apresenta- se novas demandas de energia e matéria prima,
modificando assim o modo de vida do homem.
A
humanidade está tornando o mundo cada vez mais artificial, e por sua vez está
introduzindo essa característica a sua cultura. Os jovens que nascem nesse
período se acostumam com esse modo de vida se quer serem educados quanto aos
benefícios e os malefícios dessa pratica. Mesmo que eles sejam educados sempre
ficaram aspectos dessa cultura tecnológica.
No
caminho dessas preocupações surgem pesquisas que se enquadram no que se chama
de Educação CTSA. Mas, há um imenso percurso a ser feito, pois a colocação
dessa matéria nos livros didáticos tem de ser bem analisada e que possa causar
esclarecimentos aos educandos.
Aqui
o movimento CTS se trata de um movimento no sentido sociológico. Do term. Ou
seja, refere- se a uma conjunção de opiniões com algumas características comuns
e que correspondem a mudanças que ocorrem na sociedade. Assim, pode- se
distinguir inicialmente duas correntes de pensamento: a tradição segundo a qual
os saberes da ciência e da tecnologia levam a humanidade a um futuro melhor; e
uma para a qual a ciência e a tecnologia não teriam um fim em si mesmo, mas
estariam orientadas para a ação a partir de uma análise da sociedade em seus
componentes históricos, sociais, políticos e econômicos.
Segundo Fourez a primeira corrente configura
um risco social, pois “os sistemas democráticos se tornam cada vez mais
vulneráveis à tecnocracia. Já a segunda mostra o oposto, ou seja, não é certo
que a ciência e a tecnologia seriam suficientes.
Nesse contexto, o movimento CTS se insere em um contexto bem mais amplo
que a escola. As diversas formas de comunicação a respeito da ciência e da
tecnologia contribuem para a construção de uma percepção pública da ciência e
isso não ocorre somente com os alunos, mas também com os professores, uma vez
que todos estão suscetíveis a criar suas representações sociais acerca do
empreendimento cientifico e tecnológico.
Os saberes ensinados em uma perspectiva de
Educação CTSA, passam por um processo de didatização e sofrem, por conseguinte,
transformações e são exiladas de suas origens e deslocadas de seu contexto
histórico.áticas
A
Educação CTSA transporta para o contexto escolar novas referencias de saberes e
práticas. Disciplinas científicas do currículo escolar (biologia, física,
química) estariam mais propensas a integrar os objetivos formadores desse
movimento.
Nesse contexto a química considera tanto a
pesquisa cientifica como a tecnológica como a tecnologia como fontes de
produção de saberes e possíveis referências dos saberes a ensinar. A ciência
química tem uma industria química correspondente, a qual pode influenciar a
elaboração dos programas de formação dos químicos e fazer incorporar as
concepções do mundo do trabalho, com implicações no ensino de química.
A
vida do homem moderno não coincide mais com suas necessidades orgânicas. Veja-
se, por exemplo, o sucesso de vendas de artefatos supérfluos. Assim a
tecnocracia, da qual se falou anteriormente, pode ser derivado da concepção de
que a tecnologia é a prática racial por excelência.
Após
ter dito que a Educação CTSA implica uma nova ênfase curricular, há necessidade
de uma reorientação tanto nos saberes a ensinar como nas estratégias
metodológicas adotadas.
Diante do estado atual das pesquisas em ensino de ciências que envolvem,
de uma maneira ou de outra, a Educação CTSA, poder- se- ia adotar como ponto de
partida que os saberes da ciência e da tecnologia seriam referencias dos
saberes escolares e a sociedade e o ambiente assumiriam o papel de cenário de
aprendizagem. Partindo daí surgiriam problemas a serem investigados e que no
qual seriam aplicados os conhecimentos científicos e tecnológicos, apreendidos,
a fim de buscar uma solução.
A
contextualização se faz em uma etapa posterior a um processo de problematização
da realidade vivida pelos alunos. A falta de objetivos claros para a Educação
CTSA pode levar a distorções entre o que se espera e o que de fato ocorre em
inovações curriculares.
As
orientações complementares aos Parâmetros Curriculares, os PCN+, expressam bem
a ampliação dos objetivos educacionais para além do acúmulo de informações
disciplinares estritas de forma de três grandes competências: representação e
comunicação, investigação e compreensão, contextualização sócio- cultural.
Cabe
encontrar um lugar para a tecnologia ou a Educação CTSA na escola pois estas
ainda não têm espaços definidos.Na estrutura escolar atual, talvez não seja
apropriado criar uma nova disciplina, mas incorporar os elementos da Educação
CTS ou CTSA nas disciplinas já existentes, desde que se assumissem novos
encaminhamentos didáticas.
Serão delineadas questões sobre o que seria um ensino de CTS/CTSA na
perspectiva critico social, incorporando ideias de Paulo Freire. Ao final são
apresentados sugestões de abordagem dessa perspectiva e desafios a serem
enfrentados pelos professores. Com a problematização ambiental e diante de
discussões sobre a natureza do conhecimento científico e seu papel na sociedade
cresceu no mundo inteiro um movimento que passou a refletir criticamente sobre
as relações entre ciência, tecnologia e sociedade.
Por
terem incorporado uma perspectiva de reflexão sobre consequências ambientais
passaram a ser denominada também ciência- tecnologia- sociedade- ambiente. Os
cursos de CTS estão incorporados desde a educação básica até a pós-graduação. O
objetivo é desenvolver no aluno habilidades e valores necessários para tomar
decisões sobre questões de ciência e tecnologia na sociedade e atuar na solução
de tais questões.
A contextualização pode ser vista com os
seguintes objetivos:
1)
Desenvolver atitudes e valores em uma
perspectiva humanística diante das questões sociais relativas à ciência e a
tecnologia.
2)
Auxiliar na aprendizagem de conceitos
científicos e de aspectos relativos à natureza da ciência.
3)
Encorajar os alunos a relacionar suas
experiências escolares em ciências com problemas do cotidiano.
A
ciência se tornou como uma divindade para as sociedades modernas. Isso tem
influenciado drasticamente no nosso modo de vida de forma que o nosso
comportamento muitas vezes segue mais a lógica da razão científica, do que
propriamente razões da natureza humana como emocionais, afetivas, estéticas,
etc.
Partindo daí defende-se uma educação cientifica tecnológica critica
denominada por Awler e Delizoicov como perspectiva ampliada. Ou seja, ter a
habilidade intelectual de examinar os prós e contras do desenvolvimento
tecnológico, examinar seus benefícios e seus custos e perceber o que está por
trás das forças políticas e sociais que orientam esse desenvolvimento. Enfim,
uma perspectiva de CTS/CTSA crítica tem como propósito a problematização de
temas sociais, de modo a assegurar um comprometimento social dos educandos.
O
projeto Ensino de Química e Sociedade da UNB produziu o livro “química e
Sociedade.Com esse livro eles procuraram por meio da contextualização temática,
desenvolver valores e atitudes comprometidos com a cidadania. Desse modo foram
induzidas discussões sobre problemas ambientais como o lixo urbano, a poluição
atmosférica, poluição das águas.
O
que se pretende é que o aluno tenha uma compreensão mais aprofundada do tema em
relação aos processos químicos. Nesse sentido, o tema é abordado diretamente
nos tópicos do conteúdo químico. Para que ele possa discutir aplicações
tecnológicas relacionadas ao tema, compreendendo os efeitos das tecnologias a
sociedade, na melhoria da qualidade de vida e suas decorrências ambientais.
Inserir a abordagem de temas CTS no ensino de ciências como uma
perspectiva crítica significa ampliar o olhar sobre o papel da ciência e da
tecnologia na sociedade e discutir em sala de aula questões econômicas,
políticas, sociais, culturais, éticas e ambientais.
Buscar a vinculação, portanto dos conteúdos científicos com temas CTSA
de relevância social e abrir espaço em sala de aula para debates de questões
sociocientificas são ações fundamentais no sentido do desenvolvimento de uma
educação critica questionadora do modelo de desenvolvimento cientifico e
tecnológico.
A
professora Cristhiane Cunha Flor, por exemplo, apresenta um caso simulado
proposto a estudantes da 1ª série de ensino médio da rede pública estadual de
Santa Catarina que consiste em uma controvérsia pública quanto à aprovação da instalação
de uma incineradora de lixo.
Para
utilizar casos simulados CTS o educador parte de um ema, simula condições
concretas nas quais se desenvolve uma controvérsia e procura definir o papel
dos atores participantes. O caso simulado permite que os educandos exponham
suas ideias, confrontem opiniões e aprendam a decidir sobre questões
importantes, resignificando conhecimentos que construíram acerca da
problemática em suas comunidades.
Quando os educandos veem seus
posicionamentos e opiniões valorizados, permite que toda a turma se expresse e
participe da tomada de decisões, e em fim, transforma o trabalho do educador de
transmissor de conhecimentos em mediador das relações dos alunos entre si e com
o objeto de conhecimento.
Conclusão
Concluímos
que indeterminadas ideias foram assimiladas neste texto, observar cada questão
do problema fora de suma importância para o bom desempenho das novas preservações.
Os textos de inovação deve fazer parte da nossa vida cotidiana, levando em
conta a as necessidades e curiosidades, falarmos em ciência em sala de aula é
trazer esse campo de estudo para o nosso cotidiano.
Referência Bibliográfica
JUNIOR,
Wilmo E. Francisco, Bioquímica
no ensino médio?! (de) limitações a partir da análise de alguns livros
didáticos de química. Ciência & Ensino, Vol.1, N.2,
Junho de 2007.
SANTOS,
Wildson Luiz P. dos, Contextualização
no Ensino de Ciências por meio de temas CTS em uma perspectiva crítica. Ciência & Ensino, Vol. 1, Número
especial, Novembro de 2007.
FLOR,
Cristhiane Cunha, Possibilidades
de um caso simulado CTS na discussão da Poluição Ambiental. Ciência & Ensino, Vol. 1, Número
especial, Novembro de 2007.
RICARDO,
Elio Carlos, Educação
CTSA: Obstáculos e possibilidades para sua implementação no contexto escolar. Ciência & Ensino, Vol. 1, Número
especial, Novembro de 2007.
PIERSON,
Alice Helena Campos, KASSEBOEHMER, Ana Claúdia. DINIZ, Ana Aleixo. FREITAS,
Denise de. Abordagem CTS na perspectiva de Licenciados em química. Ciência & Ensino, Vol. 1, Número
especial, Novembro de 2007.
Nenhum comentário:
Postar um comentário